Depois de uma quarta (30/06) entediante, sem jogo na Copa, minha folga começou. Na quinta mesmo, de manhã, fui pra Viçosa, meu retiro espiritual (pra quem não sabe, fica perto de Muriaé, onde este que vos escreve reside; enfim, joga no Google).
Nada muito agitado por lá. A quinta passou sem grandes acontecimentos, a não ser os 4 adolescentes que entraram no mesmo ônibus que eu falando inglês. Uma falação danada... tá ligado nessa galerinha inútil de hoje em dia que não faz porra nenhuma o dia todo, vem pro Brasil atrás de não-sei-o-quê e fica falando alto do seu lado? Era tipo isso o meu sentimento naquela hora: FUCK YOU !
Mas beleza. Aí vem a sexta. O jogo do Brasil às 11h, horário meio que "torturante", pelo menos pra quem está de folga e tudo que quer é DORMIR. Com um certo esforço e alguns chutes dos amigos, acordei às 10h30 e depois de comprar algumas coisas na rua, voltamos pra casa pra ver O JOGO.
Poxa, que JOGAÇO eu já desenhava na minha mente. Só lembrava do Brasil x Holanda de 1998, Ronaldo jogando muito e Kluivert sempre perigoso do outro lado.
Primeiro tempo, PASSE DO FELIPE MELO, gol do Robinho. Pensei: nada hoje pode dar errado, é impossível. Hahaha, o destino... Êxtase total na sala, galera em polvorosa (ein?!) e um almoço rápido no intervalo. E voltam os times.
Lembram da frase do ônibus da seleção? "Lotado! O Brasil inteiro está aqui". Pois é. Isso se encaixa perfeitamente ao que aconteceu no intervalo desse jogo. O Brasil INTEIRO ficou dentro do vestiário. Ninguém voltou. Ninguém.
Sneijder. O cara foi apenas camisa 10 do Real Madrid e atualmente é o 10 da Internazionale, campeã europeia. Cuidado com ele? Nããão... Quem tem Felipe Melo, Michel Bastos e Gilberto Silva não precisa de cuidado. Afinal de contas, se não é bom jogador, pra jogar nessa (nessa não, NAQUELA) seleção bastava ter o nome composto, percebem?
E o cara destruiu. Destruiu o sonho do hexa, mesmo que momentâneamente e deixou 190 milhões SEM AÇÃO. Achávamos que ele destruiría também a festa que ia rolar na casa dos amigos, mas NÃO. Não compactuamos JAMAIS com o Dunguismo e portanto, nao vimos motivos suficientes para nos tirar a festa de sexta.
Durante a festa teve o jogo do Uruguai, mas isso fica pra uma outra conversa...
PS.: Júlio César; Maicon, Thiago Silva, Alex e Marcelo; Hernanes, Ramires, Kaká e Ganso; Pato e Fred. Téc.: Mano Menezes. E tenho dito.
Nunca antes na história o macarrone da hora do almoço foi tão amargo para os italianos e/ou simpatizantes e afins.
"Parem as máquinas!", diria o outro. É fato que, desde antes da Copa, a seleção azzurra deu provas claras de que não empolgaria. Mas o que ocorre é que a Itália sempre foi assim: melhorou durante as competições mais importantes.
Antes de começarem as pelejas, disse eu que a Itália cairia nas quartas, frente à "poderosa" Espanha. O caminho natural das duas seleções seria esse. Caminho que foi suavemente destroçado por Paraguai e Suíça, logo na primeira rodada.
O empate entre Itália e Paraguai não teve contornos de tragédia. O time sul-americano foi o terceiro colocado nas eliminatórias, ganhou um jogo a mais que o Brasil e terminou apenas um pontinho atrás de "nós". Se não há um grande craque, nem um oportunista de primeira como Cabañas no elenco, os paraguaios mostram bom conjunto, com valores interessantes (vide Santa Cruz, Barrios, Morel Rodríguez...). Mas não estoy aqui para hablar de Paraguay.
Voltemos à velha bota. No dia 20, que beleza, um empate contra a PODEROSA Nova Zelândia. Nada mais normal, não é mesmo? Afinal de contas, como colocaram em uma faixa no estádio: ''Nova Zelândia: tantas finais de Copa quanto a Espanha". Hahahaha. Em conversa com a amiga, competente, modelo, atriz e acima de tudo, descendente ferrenha de italianos, Bruna Oliva, no dia 21/06 eu já entrei provocando:
Eu: "Azzurra è gialla hahaha" Bruna: "mas vai passar" Eu: "pega a Holanda nas oitavas e tchau hahahaha" Bruna: "veremos"
Pois é, estamos vendo isso hoje, nessa bela e estressante quinta-feira. Vamos aos fatos do jogo:
A Eslováquia entrou sem aquela pressão de 4 títulos, sabe como é? Bem organizada (muito diferente das duas primeiras rodadas), o azarão mostrou que o futebol é uma caixinha de surpresas (MEU DEUS).
Lippi, Lippi... LIPPIIII!!! Como que o senhor me deixa Del Piero, Totti e Cassano de fora, seu Lippi??? Sem mais comentários sobre o senhor, que já me deixou nervoso demais por hoje.
Chiellini, Criscito, Montolivo, IAQUINTA??? Sinceramente, a pior Itália de todos os tempos, de loooonge... E coitado do capitano Cannavaro. Não precisava expôr o vovô desse jeito, ele ia sair tão melhor com aquela imagem levantando a taça em 2006...
Mas enfim, Eslováquia 3x2 Itália. Destaques para:
1 - VITTEK, o rei da grande área do segundo escalão europeu. Dois gols na atual campeã do mundo não é pra qualquer um, ein?! E PASMEM: Vittek, ao lado de Higuaín (que não joga nada) é artilheiro provisório da Copa, com 3 gols em 3 jogos. Melhor que ele, só Fred, que tem média de 1 gol a cada 2 minutos na história das Copas.
1.1 - FRED, que se não fosse brasileiro, espanhol ou argentino, seria titular de QUALQUER seleção nesse mundial.
2 - HAMSIK, o Neymar eslovaco. Livre, leve, solto. Organizou o meio campo da Eslováquia tal qual um verdadeiro maestro. É novo e é o capitão do time. Advinha onde ele joga? hahaha NAPOLI !!!
E nesse momento terminam os jogos da tarde. Duelos, bons duelos, mas nada que se compare à presença da Itália. Se bem que, nesse ano, nada mais justo que esse PÉSSIMO time ficar de fora o quanto antes.
Holanda x Eslováquia, Paraguai x Japão, vamos ver...
ps.: Chora não, Bruna. Isso passa. Daqui a 4 anos.
Quem diria... enquanto almoçava, na terça-feira, e acompanhava a definição do Grupo A da Copa, me peguei torcendo pelo time (até então) sem graça da África do Sul.
O tricolor Parreira no banco, animado como poucas vezes o vi, sensacional. E em campo, um time que, se não poderia mostrar muito por suas capacidades técnicas, se superou na vontade e na garra, pra pelo menos deixar seu povo com a sensação de "lutamos até o fim".
Danaus chrysippus aegyptius! Esse é o nome da simpática borboleta que o goleiro Lloris resolveu caçar bem na hora em que a Jabulani fazia seu caminho rumo à cabeça de KHUMALO! O Lúcio africano escorou, fez o gol, acendeu a orquestra das vuvuzelas e me deixou feliz, não sei por quê.
Pensando bem, sei sim. Ele me deixou feliz porque, no momento do gol, me lembrei do careca Barthez escalando as costas de Ronaldo num lance da Copa de 98. Ahh careca! Sabe aquele lance de formatura, "Jamais me esquecerei..."? Então, jamais me esquecerei daquele domingo em que a França ganhou o Brasil e deixou meu pai um tanto quanto triste e um tanto quanto bêbado.
Pra completar a festa, enquanto eu tomava um belo suco de laranja, MPHELA, o Fernando Torres do hemisfério Sul empurrou mais uma vez a Jabulani pro fundo da rede. HAHAHAH, chupa França e, onde você estiver, chupa Barthez!
Sobre o outro jogo, ficam os parabéns aos mexicanos e principalmente aos Uruguaios, que saem sem tomar gol da primeira fase. Os celestes são favoritos para chegar às semi-finais (onde podem cruzar com o Brasil), eu diria.
Essa copa vai ser no mínimo diferente pra mim. Considerando que nasci em 90 (que gracinha), não me lembro de nada de 94, muito pouco de 98 e me esforcei pra assistir alguns jogos de madrugada em 2002. Em 2006, assisti a todos os jogos.
Ok, já fazia um tempo que eu queria falar sobre minhas impressões das Copas. Vamos a elas:
Em 98, me lembro que torcia pela Jamaica. Fiz bandeirinha e tudo. Uma certa mania de, em duelos muito desequilibrados, torcer pelo mais fraco. A Jamaica tomou de 5 da Argentina, perdeu da Croácia, mas ganhou do Japão. Ótimo, fiquei feliz. Lembro do Kluivert jogando muito na semifinal contra "nós" (Brasil). Suave lembrança da Final, do Barthez socando aquela bola e acertando o Ronaldo, amarelaço. E do Petit fazendo o último gol.
2002... Em 2002 eu resolvi torcer pra Espanha. Um timaço. Casillas, Hierro, Morientes, Raul. Um timaço. Na primeira fase, tudo maravilha. 3 jogos, 3 vitórias. Nas oitavas, Irlanda. Jogo ruim, empate, 1 a 1. Nos pênaltis, passou. A minha aventura de espanhol acabou nas quartas. O juiz me fez o favor de, num jogo às 5h30 da manhã, meter a mão na seleção que eu torcia e "saímos".
Outra coisa que não esqueço: Suécia 1x2 Senegal. Jogão, viu? Sério. Às 3h30, claro.
Brasil. Lembro das quartas contra a Inglaterra. Ótimo jogo. Pena que eu dormi nos momentos cruciais e só acordava com os gritos (hahaha, palhaço). No fim de tudo, festa meio 'estranha', eu diria. Eu saí de casa e uma senhora me parou: "O Brasil ganhou?" - "SIM!!!" - "Ganhou o que?". Putz. Jamais me esquecerei.
Alemanha, 2006. Acho que foi ali que eu descobri a paixão pelo jornalismo esportivo. Eu queria estar lá. Queria narrar todos os jogos. Não deu. Mas aí eu fiz um banco de dados. Pode perguntar. Quem fez o gol, como foi, quanto tempo de jogo. Eu sei. Jogos do Brasil regados à pipoca e guaraná na casa do Gustavo. Bolão rolando e eu nunca acertava. Contra a França eu não fui.
E agora chega 2010... Ainda não tenho certeza, mas vou ficar escrevendo alguns posts nesses dias que antecedem a estreia, sobre o que eu espero de cada grupo, cada seleção.
2010, tô trabalhando. Não vai dar pra assistir, pelo menos as rodadas iniciais. TV no trabalho ou patrão liberando pra ver, chance zero.
Para o jogo de ontem, entre Fluminense e Corinthians, me preparei psicologicamente melhor, o que não faria em qualquer outro jogo. Motivo: meu amigo tricolor Gabriel Peres, companheiro de Canal Fluminense ( http://www.canalfluminense.com.br ), me pediu pra escrever a crônica do jogo.
Confesso a inexperiência nisso, fiz apenas uma vez. E não ficou legal. Mas ok, beleza, vamos fazer. Bloquinho na mão, fiz a melhor análise tática da vida. Focando no jogo em si e não me preocupando em torcer (é, talvez um pouco), enxerguei melhor os erros de passe da dupla sertaneja Diguinho e Diogo, a forte marcação dos três volantes do Corinthians e a insistência do Flu em jogar pelo meio.
No momento do gol do Corinthians, claro, espasmo de torcedor: "BURRO! BURRO! BURRO!", gritou esse que vos escreve, sozinho no quarto e embasbacado com a capacidade que o 'nosso' goleiro Rafael tem de ser derrotado. É um péssimo goleiro (confio mais no FH, agora podem me criticar).
Mas enfim, muitas linhas depois, escrevi a crônica. Beleza, parabéns pra mim. Vou ver o que os outros sites dizem sobre o jogo. CARALHO! Não é que o Gaciba meteu a mão no Fluminense? Ok, eu tinha reparado no lance do impedimento mal marcado do Rodriguinho. Mas, caramba, eu devia ter xingado muito esse juiz. E como devia...
Lágrimas já não adiantam mais. Agora é pensar no Fla-Flu de quarta. Professor Muricy tá ajeitando o time, reforços estão chegando e estou confiante como nunca estive nos últimos 5 anos. PRA CIMA DELES, FLUZÃO!!!
Cercada de preconceitos, a irmandade dos Alcoólicos Anônimos surpreende quem a conhece pela primeira vez
Quando cheguei ao local da reunião dos Alcoólicos Anônimos, me deparei com portões abertos e um corredor iluminado. Ao final do corredor, há uma pequena placa na parede com os dizeres: “Só por hoje”. Descendo dois lances de escada, vejo um senhor de estatura baixa sentado à mesa principal (que quase cobria sua visão por completo). Sua mesa está de frente para todos os outros presentes na sala.
Qualquer tipo de receio ou medo que houvesse em mim desapareceu ao ouvir um sincero “boa noite” vindo de X, o homem sentado à mesa. Como o próprio nome diz, a irmandade é anônima, portanto não vou revelar nomes. Pergunto se ele é Y., a pessoa para a qual eu havia ligado mais cedo. Ele responde que não: “aquele é o companheiro Y.”, apontando para outro senhor, sentado na primeira fila de cadeiras, junto aos outros.
Há cinco pessoas sentadas nas cadeiras da sala: um jovem, aparentando 22 ou 23 anos, uma senhora e dois homens. Todos me cumprimentam e me sento para assistir à reunião. O objetivo não era atrapalhar o andamento e, para isso, digo que não vou fazer perguntas, apenas ouvir. Após alguns minutos, entram na sala mais um senhor e uma mulher, que, após cumprimentar todos, se direciona diretamente para a copa ao fundo da sala e começa a preparar café. Olhando em volta, reparo nos diversos quadros e banners que estão espalhados pela sala de paredes azuis. O que está acima da porta é o que me chama mais atenção: “Evite o primeiro gole”.
Após me apresentar aos demais companheiros, o coordenador X. começa, para mim, uma verdadeira aula sobre o AA. A irmandade mundial surgiu nos Estados Unidos, em 1935, quando um corretor financeiro de Nova Iorque, entregue ao vício do álcool, procurou outra pessoa para que juntos pudessem se ajudar e ajudar outros na mesma situação. Unido a um cirurgião que enfrentava o mesmo problema, percebeu que dividindo seus relatos conseguia se manter sóbrio, assim como seu amigo.
No Brasil, a irmandade chegou em 1947, quando foi instalado o primeiro grupo de AA no Rio de Janeiro. Em Minas, Juiz de Fora foi a primeira cidade a formar (não há fundação de AA) um grupo, em 1961. Em 1973, chegou à Muriaé.
Após essa explicação temporal, X. me mostra o chamado “livro azul”, cujo verdadeiro título é “Alcoólicos Anônimos”. O apelido surgiu pela cor de sua capa. Esse livro é uma espécie de bíblia para o AA. Apontando para a toalha que cobre sua mesa, o coordenador fala sobre o símbolo mundial da irmandade, um triângulo com as palavras unidade, serviço e recuperação escritas por fora, cada uma em um lado. O conjunto é envolto por um círculo. “Ao chegar, a pessoa procura a recuperação, que é a nossa base, percebe? Após isso, vamos para a unidade, quando a pessoa já consegue enfrentar o problema com serenidade. O serviço vem quando o companheiro passa a ajudar novos companheiros a se manterem sóbrios”.
Os AA não estão ligados a qualquer seita, religião ou organização política. O grupo não faz recrutamento e não oferece nenhuma motivação inicial para adquirir novos companheiros. A vontade de estar presente deve partir da própria pessoa. A irmandade é completamente auto-suficiente. Não podem aceitar dinheiro que venha de outros meios a não ser de doações espontâneas dos próprios companheiros.
Durante a reunião, é passada uma sacola e cada companheiro coloca nela aquilo que pode. Eu, como visitante, não estou apto a fazer doações. Após a passagem dessa sacola, o coordenador pede uma pausa e chama todos para tomar café e comer biscoitos.
Nesse intervalo, converso rapidamente com Y., a pessoa que eu havia conversado mais cedo pelo telefone. Um dos mais simpáticos, ele compartilha comigo um pouco da sua experiência de AA. Confesso a ele que todos os pré-conceitos que eu havia traçado na minha mente já não existiam mais.
Objetivos alcançáveis: traçar prazos curtos e viver um dia de cada vez é a chave para os companheiros de AA se manterem sóbrios
Voltando aos nossos lugares, um dos companheiros me passa um livro e indica um trecho para que eu leia. O capítulo chama-se “Lema das 24 horas” e fala sobre um dos principais pilares da irmandade para que seus componentes se mantenham sóbrios: pensar em um dia de cada vez, traçar objetivos alcançáveis. Ao prometer não beber durante um ano inteiro, a pessoa abre um leque diverso, 365 dias com inúmeras oportunidades para que essa promessa seja descumprida. Pensando em “só por hoje não vou beber” fica mais fácil cumprir.
Retomando a reunião, X. abre espaço para os depoimentos dos presentes. O primeiro a falar é Y., que é saldado com uma salva de palmas por todo o grupo. Em suas palavras, carregadas de orgulho e sentimento, S. fala que o AA é fundamental na sua vida e na de seus familiares. Durante o discurso, S. fala sobre os 12 passos, as 12 tradições e os 12 conceitos do AA. A reunião se torna cada vez mais surpreendente e interessante.
Após o depoimento de Y., que é finalizado com mais palmas, o coordenador retoma a palavra e faz um breve comentário. A frase que se destaca é “O que importa não é o alcoolismo e sim o alcoólico”.
Na sequência da reunião, a mulher resolve falar. Claramente emocionada, ela agradece ao que chama de “poder superior” por dar-lhe mais um dia sóbrio em sua vida. O orgulho presente em cada uma das palavras que sai da boca dos que dão seus depoimentos é evidente e emocionante.
O próximo a dar seu depoimento é o jovem presente. A certeza de suas palavras é contagiante. Reparo em minha volta e todos estão atentos ao que o companheiro diz. “No primeiro momento, me senti esquisito aqui. Achei tudo muito estranho. Mas hoje, é aqui que me sinto mais à vontade”, diz o rapaz, com um largo sorriso no rosto.
Após duas horas, com o fim da reunião, agradeço a todos por me receberem tão bem e confiarem a mim a possibilidade de fazer uma matéria sobre o grupo. Na saída, Y. me entrega um envelope com diversos folhetos sobre os AA e agradece a minha presença. Sou convidado a voltar quando quiser. Despedindo-me de todos, subo as escadas para sair. O portão em que entrei continua aberto.